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Economia

09/11/2018 às 17h23

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Redação

Feira de Santana / BA

Empreendimentos de energia solar e produção de uva aquecem economia no Vale do São Francisco
O parque solar da Atlas Renewable Energy gera 156 MW de potência e possui 450 mil painéis fotovoltaicos.
Empreendimentos de energia solar e produção de uva aquecem economia no Vale do São Francisco
Foto: Michel Dória
Projetos que têm ajudado no crescimento econômico do Vale do São Francisco, no semiárido baiano, foram visitados por uma comitiva da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), na quinta-feira (8). No município de Casa Nova, a Vinícola Terranova, do Grupo Miolo, é responsável pela produção nacional de 80% dos espumantes da marca. Já em Juazeiro, a usina solar da Atlas Renewable Energy emprega mais de 1,5 mil trabalhadores da região.

 

"Ambos os investimentos desempenham papel estratégico, tanto na geração de emprego, quanto no desenvolvimento territorial do nosso estado. A energia limpa produzida nas quatro usinas da Atlas pode beneficiar 250 mil famílias da região. E a Miolo recebe 50 mil visitantes por ano, por meio do roteiro do Vapor do Vinho, aquecendo, assim, o enoturismo local", destacou a titular da SDE, Luiza Maia.

 

O parque solar da Atlas Renewable Energy gera 156 MW de potência e possui 450 mil painéis fotovoltaicos. "Além de Juazeiro, a empresa tem usinas solares em Bom Jesus da Lapa e vai implantar outra em Barreiras. Já investimos na Bahia cerca de R$ 1,1 milhão, com 3,5 mil empregos gerados em 2018", afirmou o espanhol Luís Pita, diretor-geral da Atlas no Brasil.

 

A tecnologia adequada e investimentos sérios, que valorizam as potencialidades do Rio São Francisco, são o segredo do sucesso da vinícola da Miolo Wine Group Vitivinicultura, na opinião do gerente regional, Adauto Quirino Jr. "Nada é parecido no Brasil, em termos de tecnologia de agricultura, com aquilo que temos aqui no Vale do São Francisco", ressaltou. 

 

Com 200 hectares plantados e irrigação por sistema de gotejamento, graças às águas do Velho Chico, a Miolo realiza duas colheitas anuais, produzindo 4 milhões de litros, por ano, sendo 2 milhões de litros para espumantes e vinhos e 2 milhões para destilar. A empresa gera 150 empregos diretos. "O grupo pretende ampliar a produção e tem nosso apoio, pois contribuem com o desenvolvimento do nosso semiárido baiano", reforçou Luiza Maia.

FONTE: Secom - Bahia

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