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No Dia de Combate à Poliomielite, Secretaria convoca para vacinação

Reta final desta campanha tem o objetivo de aumentar os índices de imunização, reduzidos na pandemia

24/10/2021 às 15h00
Por: Redação Fonte: Secom Estado do Rio de Janeiro
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Foto: Reprodução/Secom Estado do Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/Secom Estado do Rio de Janeiro

Neste mês de outubro, os olhos da população fluminense devem estar voltados para a caderneta de vacinação das crianças e adolescentes menores de 15 anos. A Campanha de Multivacinação ganha ainda mais destaque esta semana, quando se celebra o Dia Mundial de Combate à Poliomielite, neste domingo, 24 de outubro. Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Saúde, no Estado do Rio, a cobertura de todas as vacinas foi reduzida. A poliomielite, por exemplo, caiu de 88,76% em 2017 para 87,48% em 2018. Em 2019, a taxa foi de 73,62%. E, em 2020, ano em que a pandemia prejudicou a ida aos locais de vacinação, apenas 55,20% dos bebês foram imunizados.

As etapas de proteção seguintes expõem uma realidade ainda mais preocupante. Em 2017, 77,20% das crianças entre 13 e 24 meses compareceram aos postos para tomar a dose de reforço. Em 2018, o índice baixou para 67,53% dos bebês; em 2019, 60,18%, e em 2020, 45,83%. O comparecimento das famílias para a dose dos 4 anos também vem caindo: 65,59% em 2017, 59,07% em 2018, 53,83% em 2019 e 49,58% em 2020.

Até o fim do mês de outubro, crianças e adolescentes menores de 15 anos podem se vacinar na Campanha de Multivacinação. Dentre as vacinas que estão disponíveis nos postos na campanha estão: BCG, Hepatite A e B, Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente, VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VRH (Vacina Rotavírus Humano), Meningocócica C (conjugada), VOP (Vacina Oral Poliomielite), Febre amarela, Tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba), DTP (tríplice bacteriana), Varicela e HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano), dTpa (para gestantes adolescentes), Meningocócica ACWY (conjugada) e dT (difteria e tétano).

O sucesso do Programa Nacional de Imunizações (PNI) proporcionou a erradicação de doenças que marcaram profundamente a história da humanidade. Ao investir no controle de qualidade de vacinas, técnicas de aplicação e estratégias de vigilância epidemiológica, o Brasil conseguiu erradicar a poliomielite, em 1990. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem ocorreu em 1989, na cidade de Souza, na Paraíba. Também chamada de paralisia infantil, a poliomielite é uma doença contagiosa aguda, causada pelo poliovírus, que pode infectar adultos e crianças por meio do contato com fezes ou secreções eliminadas pela boca de pessoas doentes. Em casos graves, acontecem paralisias musculares, sendo os membros inferiores mais afetados.

No Brasil, não há circulação do poliovírus selvagem desde 1990. Mas a doença permanece endêmica em três países: Afeganistão, Nigéria e Paquistão. Por isso, a importância de se manter a atenção para a imunidade pessoal e de grupo da população, com atenção efetiva de vigilância da doença. De acordo com o livro "Vacinas e vacinação no Brasil: horizontes para os próximos 20 anos" (Edições livres, 2020), a queda nos índices de vacinação acarreta o alarmante risco de retorno de doenças erradicadas há décadas.

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