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Educação Maranhão

Programa Residência Pedagógica auxilia na alfabetização de alunos e na formação de professores da UEMASUL

Programa auxilia na alfabetização de alunos e alunas nos anos iniciais de escolas públicas.

22/10/2021 às 10h55
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
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Alunas residentes Suzane Costa e Verônica Santos da Silva com estudantes da Escola Morada do Sol (Foto: Divulgação)
Alunas residentes Suzane Costa e Verônica Santos da Silva com estudantes da Escola Morada do Sol (Foto: Divulgação)

“A Residência Pedagógica é um projeto que veio para somar. Com uma semana minha filha começou a se desenvolver, tanto na escrita quanto na leitura. Quando percebi, comentei com a professora que a evolução dela foi muito significativa”. O depoimento de Luciane Fernandes, mãe da pequena Jéssica Vitória, aluna do segundo ano do ensino fundamental da Escola Municipal Morada do Sol, em Imperatriz, descreve um dos objetivos do Programa de Residência Pedagógica, da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL): auxiliar na alfabetização de alunos e alunas nos anos iniciais de escolas públicas.

O subprojeto da Residência Pedagógica, “Alfabetizar nas séries iniciais do Ensino Fundamental”, oportuniza aos discentes do curso de Pedagogia Licenciatura a experiência do cotidiano escolar, com todas as suas vivências e especificidades, para que possam criar vínculos, ainda durante a formação, com o ambiente escolar.

Sob a coordenação da professora Ilma Maria de Oliveira Silva, do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Letras (CCHSL), campus Imperatriz, e financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o projeto proporciona às residentes conhecer as realidades econômica, política, social e pedagógica das escolas públicas de Imperatriz, auxiliando na alfabetização de alunos e alunas do ensino fundamental e promovendo o intercâmbio entre a UEMASUL e escolas públicas dos municípios.

“Esse projeto vem oportunizando para as alunas residentes a vivência do processo de ensino-aprendizagem e suas múltiplas relações. É nesse vínculo, entre universidade e comunidade, que a universidade realmente concretiza o seu papel social, de fazer ciência e levar para a comunidade. Ao mesmo tempo, a escola se beneficia com esse trabalho porque as residentes contribuem com um problema seríssimo, que é a dificuldade da leitura e da escrita dessas crianças”, explica a professora Ilma Maria.

Ao todo, 10 residentes fazem parte do projeto, que foi dividido em três módulos. A finalização do segundo módulo aconteceu no dia 22 de setembro, na Escola Municipal Morada do Sol. Durante a ação, as residentes, acompanhadas da professora Ilma Maria, desenvolveram atividades lúdicas para instruir os pais e as mães das crianças sobre como ajudar a escola no processo de ensino-aprendizado dos seus filhos e filhas. Um dos resultados da ação foi a entrega de um livro, escrito e autografado pelo próprio estudante à sua família.

Uma das residentes do projeto é Marli Gomes, aluna do oitavo período de Pedagogia. Antes de cursar o ensino superior, Marli trabalhava como auxiliar de serviços gerais na UEMASUL. Para ela, essa oportunidade de dialogar com os docentes em campo e observar o dia a dia de uma escola pública, é vivenciar a unidade teoria e prática, ou seja, olhar o cotidiano das escolas com lentes teóricas. 

“A Residência Pedagógica é muito importante para o professor, pois permite o diálogo com aqueles que já vivem a docência e possibilita o encontro de ensinar e aprender, em uma visão de unidade”, destacou Marli Gomes.

As atividades presenciais nas escolas passaram a ser desenvolvidas no primeiro semestre de 2021, durante quatro dias por semana, com número reduzido de alunos e alunas, respeitando todos os protocolos de segurança sanitária e prevenção contra a Covid-19. A residente Auricélia da Rocha Sobrinho, também do oitavo período de Pedagogia, descreveu a importância da retomada das atividades em sala de aula.

“O projeto está somando muito para nós, professores em formação. Estamos vindo desse processo da pandemia, com as portas das escolas fechadas, sem aquele contato com o aluno. Então, acredito que esse encontro somou muito para a leitura e escrita das crianças”, relatou a residente. 

Para a professora do segundo ano vespertino da Escola Morada do Sol, Laurimar Silva Santos, a presença das residentes na escola significa uma contribuição no processo de alfabetização das crianças. “Nós sabemos que alfabetizar a criança não é uma tarefa fácil para o professor, ainda mais nesse momento, por conta da pandemia. Então, receber as residentes é ter uma ajuda a mais, e elas não medem esforços, é um trabalho de excelência”, reiterou a professora.

Já Vanderval da Silva, gestor da Escola Morada do Sol desde 2012, destacou os resultados imediatos do projeto. “É um projeto de sucesso! A gente vê que as crianças chegaram sem saber ler e escrever. E agora, a grande maioria já está desenvolvendo a leitura e a escrita, que antes elas não tinham”, analisou o gestor.

Alunas residentes durante as atividades desenvolvidas na Escola Morada do Sol (Foto: Divulgação)

Além das práticas em sala de aula, o projeto visa ainda compartilhar os resultados do trabalho desenvolvido por meio de seminários, congressos e periódicos. Um livro, relatando toda a experiência adquirida durante os 18 meses de atuação, também está previsto para ser lançado.

Sobre o Programa

O Programa de Residência Pedagógica é uma das ações que integram a Política Nacional de Formação de Professores. Tem por objetivo induzir o aperfeiçoamento da formação prática nos cursos de licenciatura, promovendo a imersão do licenciando na escola de educação básica, a partir da segunda metade do curso. 

Na UEMASUL, além do subprojeto de alfabetização nas séries iniciais do Ensino Fundamental, é desenvolvido também outro subprojeto, coordenado pela professora Lilian Castelo Branco de Lima, que busca conhecer e discutir os elementos da Literatura Indígena Brasileira junto às escolas de Imperatriz.

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