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Brasil

14/09/2018 ás 13h08

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Redacao

Jequié / BA

Cartão de crédito e crediário foram as modalidades que mais endividaram os brasileiros no último ano, aponta pesquisa
Segundo educador financeiro do SPC Brasil, uso desenfreado do crédito pode comprometer o orçamento de forma perigosa
Cartão de crédito e crediário foram as modalidades que mais endividaram os brasileiros no último ano, aponta pesquisa

Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que 58% dos consumidores que recorreram ao crediário no último ano ficaram negativados por atrasar prestações e 48% dos usuários de cartão de crédito por não pagarem a fatura.


Segundo o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, se não houver controle, o uso do crédito pode gerar um volume de compras que excede o orçamento, levando os consumidores à inadimplência.


“O crédito é uma coisa que faz parte da nossa vida, tem os seus benefícios; mas, se tomado de forma não organizada, se for tomado para coisas sem importância, pode se transformar em uma bola de neve. Até porque a pesquisa mostra que muitas das pessoas não dão atenção aos detalhes, as taxas, enfim... tudo o que tem dentro de um empréstimo.”


O educador financeiro ressalta que o mau uso do crédito pode tornar a dívida difícil de pagar, principalmente diante de uma economia que ainda está em recuperação.


“Muitas vezes com a economia dando sinais de recuperação, as pessoas são levadas a consumir novamente - o que é bom, que faz parte da economia voltar a girar, é muito importante para o país - mas as pessoas tem que agir com responsabilidade, sabendo exatamente o quanto estão gastando e se podem gastar.”


A pesquisa mostra ainda que o cartão de crédito lidera o ranking dos instrumentos de crédito mais utilizados no último ano, com 67% das menções. Em segundo lugar, surge o crediário, como carnês, boletos e cartões de loja (27%). Aparecem depois o limite do cheque especial (17%), o empréstimo consignado em bancos (14%) e o empréstimo pessoal em bancos (12%).

FONTE: Agencia Radio Mais

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